terça-feira, setembro 27, 2016

São Miguel em 4 dias - Dia 3

Mais um dia que começou com imenso nevoeiro. Ameaças de um furacão que se dizia estar a chegar? Sem medos avançámos para conhecer o lado Nordeste da Ilha. Já que o dia estava meio tristonho e a temperatura um pouco mais baixa, o primeiro destino escolhido para a parte da manhã foi o Parque Natural da Caldeira velha, em Ribeira Grande, para uma vez mais irmos a banhos quenteeees!



O caminho não foi fácil dado ao nevoeiro cerrado que tivemos de passar e embora víssemos muitos carros a voltar para trás continuámos com o mesmo objectivo, afinal nos Açores tudo nos surpreende e a qualquer minuto. E assim foi, chegados ao parque,  nevoeiro - zero!! 

O Parque Natural da Caldeira Velha, respira paz e tranquilidade, eu sei que me estou a repetir mas quem diz a verdade... Apesar dos muitos turistas que por ali passeavam, parece que estávamos sozinhos a abraçar toda a natureza envolvente, ou mesmo a ser abraçados por ela. A quantidade de verde é de perder de vista. Tudo parece que foi retirado de uma historia de encantar.

Para além de toda esta riqueza natural, a Caldeira Velha é também muito apreciada e visitada por quem quer entrar nas aguas quentes e termais com características medicinais. Aconselho a entrarem primeiro na piscina a 26ºC, com uma cascata enorme e depois a relaxarem nos  38ºC da outra piscina, um ótimo jacuzzi eheheh!



 









Quando saímos do Parque o sol já brilhava e a temperatura a subir! Grande pontaria para estes banhos quentes. 

A barriga já dava horas e portanto era altura de pensar no almoço. Queríamos aproveitar o sol e comer à beira mar, e por isso escolhemos o Porto da Caloura. 




Antes demos uma espreitada à sua praia, vista de cima.


Meus amigos virtuais, a chegada ao Porto da Caloura foi, para os dois, paixão à primeira vista, era a nossa cara!!


Uma enseada de águas límpidas e abrigadas, rodeadas de uma paisagem deslumbrante, fez as delicias do casal do pé descalço - nós!!. Aqui mesmo neste porto fica um restaurante/bar- Caloura, onde ao som do mar que se enrolava no calhau já rolado de tanto vai vem, almoçámos um maravilhoso peixinho do dia! Um misto de encharéu e espadarte foi o escolhido e aconselho vivamente.
Este restaurante para além de ter uma grande variedade de peixe fresco e marisco, apresenta esta vista fantástica. Se lá forem, vão cedo, não aceitam reservas. 











Depois do almoço ainda por ali passeámos, umas fotos à envolvente local e ao Convento da Caloura.

Abandonamos o local com muita pena mesmo de não termos conseguido cair naquele mar lindo e apetecível demais. Fomos, mas com a ideia de lá voltar, rapidamente!!


 


Tínhamos ouvido falar no lindo Ilhéu de Santa de Vila Franca, um paraíso dentro de outro! Sabíamos que era uma das grandes atracções de São Miguel. Classificado como Reserva Natural, no seu interior existe uma piscina natural circular, que por uma estreita passagem comunica com o mar. A vegetação que preenche os rochedos vulcânicos envolventes abrigam aqui varias espécies de aves marinhas o que também leva muitos turistas a esse local.
As viagens ao Ilhéu fazem-se de barco, existem várias embarcações a fazer este percurso no entanto os bilhetes esgotam rápido e nós, apesar de avisados, já não fomos a tempo. Assim procurámos o ponto mais alto para o ver, a Nossa Srª da Paz.



A caminho do Nordeste paramos nas varias localidades que encontramos pelo caminho.
Agua Retorta, miradouro.







Logo à entrada da Vila  do Noredeste parámos no miradouro da Ponta do Arnel permitindo avistar o farol mais antigo dos Açores! O mais-que-tudo ficou agarrado aquele farol e quis vê-lo mais de perto!! Antes meteu conversa com um local, que no seu delicioso sotaque de São Miguel lhe disse que este farol era visitável e que se poderia ir até lá de carro. O espírito aventureiro do mais-que-tudo quis levar-nos até lá, mal sabia eu onde me estava a meter!!



A descida é a pique, a pique mesmo, muito estreita e há carros que "despejam" famílias para subir, só me apercebi disto a meio, quando encontrámos um carro a subir que nos disse para voltar para traz pois a subida era muito complicada. A pergunta era, como voltar para traz se no caminho mal passam dois carros, e nem sequer há sitio par afazer inversão de marcha? OK era continuar....Começo a ver, a pique, mar, só mar e marrrr! Implorei ao mais-que-tudo para me deixar pelo caminho - Verdade! e fui o resto a pé enquanto ele se ria do que lhe estava a pedir!! 


Quando chego lá abaixo, percebi a vontade dele em querer conhecer este sitio. Aqui percebemos o quanto somos pequeninos face a esta imensa vastidão de mar que abraça o céu... Não se ouve absolutamente nada a não ser a natureza. Sentem-se e apreciem a vista e a magia do local. De facto conhecer este sitio vale a pena, apesar dos nervos que apanhei, o meu conselho é: vão a pé, mas preparem-se para uma subida difícil. Eu que o diga. Sim subi tudo a pééeeeeeeee!!



Seguindo viagem parámos no miradouro da Ponta da Madrugada.







Continuámos caminho. Ainda tinhamos um tempo antes de jantar para espreitar mais um sitio. Avistámos a Lagoa de São Brás e lá fomos.





Enquanto tirávamos uma fotos à Lagoa, começamos a ouvir vacas, muitas vacas! Vacas felizes que vinham ao nosso encontro...A lagoa só tem uma entrada, que também é a saída, conclusão? Ficámos encurralados com uma reunião de vacas. A experiência foi brutal. Nunca tínhamos estado tão perto de tanta vaca. E eu que reclamava que ainda não tinha visto vacas à seria. Ora toma, foste ouvida!! 
Só havia uma forma de sair dali, esperar que desimpedissem o caminho! Foi só rir, fotos tontas e muita risota 










O restaurante escolhido para jantar foi A Traineira, muito simpático e acolhedor. Serve peixe e marisco fresco. Voltámos ás lapas, cracas, camarão grelhado e umas belas batatas doces fritas. A acompanhar esteve um belo pãozinho Schar eheheh 

 


  

Terceiro dia perfeito!